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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Empresas de TI buscam 'escravos qualificados', reclama sindicato


Uma pesquisa do Instituto Sem Fronteiras (ISF) divulgada nesta semana enfureceu quem atua no mercado de tecnologia. Isso porque os resultados indicam que 39% dos líderes de TI no Brasil culpam a baixa qualificação dos profissionais pelo tímido crescimento econômico do setor.

Em entrevista ao Olhar Digital, o presidente do sindicato dos trabalhadores, Antonio Neto, considerou a alegação "estapafúrdia" e disse que "os patrões querem um escravo altamente qualificado".
"Os empresários querem que o trabalhador invista milhares de dólares em sua formação, em seus certificados, mas não querem pagar o justo por este investimento", reclama. "É por isso que a falta de investimento promove a debandada dos trabalhadores do setor de TI para outros segmentos, com melhores salários, plano de cargos e carreiras e possibilidade de crescimento. E também não é possível o profissional gastar uma fortuna para se capacitar se não houver, por parte das empresas, o reconhecimento profissional."

O Sindpd (o sindicato) propõe "há anos" que os contratos dos trabalhadores incluam uma cláusula que faça com que as empresas reembolsem o valor gasto com estudos, medida que enfrenta resistência das empresas.
Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas do ISF, comentou ao divulgar os resultados do estudo que o investimento com mão de obra, que representava 25% dos orçamentos em 2007, hoje toma 36% do dinheiro das empresas - situação que comprometeria o desenvolvimento do setor.
Mas uma pesquisa realizada pelo DataFolha, a pedido do Sindpd, revelou que 73% dos trabalhadores têm graduação ou pós-graduação e 79% costumam usar o tempo livre para se dedicar aos estudos, mesmo em casa. A pesquisa ainda mostrou que a pior avaliação foi referente ao reconhecimento e valorização profissional (30%), incentivo à educação e profissionalização (30%) e plano de cargos e salários (25%).
"O patronal engloba muitas empresas que podemos considerar extremamente predatórias: elas têm como meta achatar salários, promover a desregulamentação dos direitos do trabalhador e especialmente a retirada de incentivos. As empresas se portam como vítimas, mas elas são as grandes responsáveis pela queda do incentivo e da capacitação dos profissionais", expõe Neto.

FONTE: OlharDigital

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Saiba qual é a média salarial dos estagiários de TI no Brasil


Dentre as várias pesquisas salariais divulgadas no Brasil, poucas delas mostram qual a remuneração média dos estagiários da área de TI pelo país.
E para ajudar os estudantes desse setor que ainda não sabem como estão suas perspectivas de carreira, INFO consultou três sites para saber qual é a média salarial dos estagiários de TI em diversas especialidades.
Os levantamentos foram feitos com base nos anúncios de ofertas de emprego publicados pelas companhias e com os feedbacks enviados pelos próprios funcionários. Confira:
No portal de anúncio de empregos trampos.co, foram selecionadas algumas especialidades e suas remunerações para os estagiários da área de TI. De acordo com os anúncios publicados no site, o estagiário de desenvolvimento mobile é quem pode faturar, chegando a ganhar até R$ 1.744 reais por mês. Veja a remuneração mínima e máxima de outras especialidades:
Estagiário de Back-end ruby on rails
Mínimo: R$ 1.125
Máximo: R$ 1.625
Estagiário de Back-end PHP
Mínimo: R$ 983
Máximo: R$ 1.452
Estagiário de Front-end
Mínimo: R$ 922
Máximo: R$ 1.308
Estagiário de Desenvolvimento Mobile
Mínimo: R$ 834
Máximo: R$ 1.744
Estagiário de Quality Assurance
Mínimo: R$ 927
Máximo: R$ 1.500
Estagiário de Suporte/ Infraestrutura
Mínimo: R$ 876
Máximo: R$ 1.232
No site de anúncio de vagas, a maior média registrada entre as 10 especialidades mais bem pagas é para estagiários em processamento de dados, que ganham cerca de R$ 1.058 reais. Nesta classificação, o estagiário de infraestrutura é quem menos recebe por seu trabalho, com uma média nacional de R$ 944 reais mensais.
Além disso, quem deseja encontrar os melhores salários deve considerar algumas capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, que oferecem uma média salarial a partir de  R$ 1.114 reais. Veja na tabela abaixo:
Já de acordo com o levantamento realizado pelo Love Mondays (site onde os próprios profissionais enviam feedbacks sobre seus trabalhos), TI e Telecom aparece na sétima posição entre as áreas que mais pagam bem seus estagiários.
No levantamento, foram computados 196 salários de estagiários de TI, que ganham em média R$ 1.290 reais mensais.
E aí, os salários acima condizem com sua realidade? Deixe sua opinião nos comentários.

FONTE: Info

sábado, 31 de janeiro de 2015

Como o "Zuckerberg italiano" quer ajudar o brasileiro a arrumar emprego

Mark Zuckerberg tem sua própria história de sucesso, que todos já conhecem (virou até filme!). No entanto, o Brasil deverá conhecer dentro de pouco tempo a história de outro “Zuckerberg”, vindo diretamente da Itália. 
Na verdade, seu nome é Matteo Achilli, de 22 anos, e acabou de comprar uma Maseratti com o dinheiro que arrecadou com sua rede social, a Egomnia, que está marcada para lançar no Brasil em março deste ano. 
Achilli não quer competir com o verdadeiro Zuckerberg, no entanto. As duas páginas são totalmente diferentes; na verdade, a Egomnia está mais para um competidor do LinkedIn, mas com um diferencial, que é fazer um ranking de jovens com o curriculum mais atraente com base no que as empresas esperam para preencher suas vagas. 
A história da empresa começou há alguns anos, quando ele Matteo Achilli ainda era um estudante do ensino médio, pensando em cursar uma universidade. Ele diz que, ao ver um ranking das melhores faculdades de economia, conseguiu se decidir pela Universidade de Bocconi, no topo da lista. O conceito acabou se aplicando à sua ideia de rede social: um ranking dos melhores candidatos a vagas. 
Sua origem italiana também ajudou a alavancar sua ideia. A proposta da página era ajudar jovens talentosos a encontrar colocação no mercado de trabalho. O problema é que seu país tem uma taxa de desemprego de cerca de 40% na faixa etária jovem, ainda com pouca experiência e em busca da oportunidade para mostrar do que é capaz. 
Há quase 3 anos no ar, a Egomnia pertence 100% a Achilli, algo raríssimo no mercado de startups que lutam bravamente por investimentos externos e acabam cedendo participação em troca do capital para poder investir e crescer. 
O motivo para isso remete ao início da página. Quando teve a ideia pela primeira vez, não sabia nada sobre desenvolvimento para web. Ao consultar agências, sob orientação de seu pai, o valor estimado para criação do site era de 100 mil euros, absolutamente proibitivo. 
Foi então que ele conseguiu finalmente entrar na Universidade de Bocconi. Lá encontrou jovens interessados em participar do projeto. Contudo, em vez de oferecer participação na empresa, como normalmente é feito no nascimento de startups, ele aceitou pagar 10 mil euros com a ajuda de seu pai para que um estudante, Giuseppe Iaobucci, criasse a página. Até hoje ele faz parte da companhia, mas não como sócio. 
Depois do lançamento, houve burburinho e sucesso, com mil inscritos em um dia e a queda do site, incapaz de aguentar os acessos. Ao fim de um mês, eram 15 mil usuários e 100 empresas procurando novos empregados com a ferramenta. 
A partir daí, veio a repercussão internacional, com uma entrevista para um documentário da rede britânica BBC, com o título “Os Próximos Bilionários”. Seu rosto passou a ser conhecido fora da Itália, e ajudou a viabilizar os planos de expansão. 
Porém, Archilli ainda queria criar “hype” sobre o serviço. Não bastava abri-lo a qualquer um; ele queria que as pessoas ficassem “na vontade” de criar seu cadastro e, por isso, barrou inscrições de fora da Itália.
Agora, o Brasil deve ser um dos primeiros países a receber a expansão da Egomnia, junto com Cingapura. E o resto do mundo continua sem poder se cadastrar.

FONTE: OlharDigital

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